Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

A história de Paulo

Boas. Desconhecia o termo "Stalker" até ser vitima também. O que começou por ser umas chamadas e sms incomodativos, galoparam para ameaças á minha integridade física bem como aos que estão próximos de mim. Desconheço a identidade da pessoa em questão, pelo que estou de mãos e pés atados. Penso em antigas namoradas, e pode ser uma ou outra, mas não posso acusar sem certezas. A policia afirma que pode registar a queixa, mas que de nada irá servir. A facilidade com que se troca de cartão no telemóvel, torna impossível a sua identificação. Os cartões oferecem-se sem perguntar quem é e que utilização lhe vão dar. Esta situação vem-se arrastando há cerca de 2 anos e tem vindo a agudizar-se. A minha pesquisa por soluções trouxeram-me aqui e não pude deixar de testemunhar também na primeira pessoa esta agressão impune no nosso país e que nos inferniza a vida. ..... (suspiro!) Espero que mais este comentário ajude de alguma forma a criminalizar estas pessoas que sem sentido de vida tentam por todos os meios alterar a nossa tranquilidade. Obrigado Paulo
publicado por Vítimas de Stalking às 22:13
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4 comentários:
De Marina Isabel Gouveia a 12 de Fevereiro de 2012 às 10:50
Paulo, no meu caso sou perseguida há mais de 4 anos com chamadas anónimas para o meu telemóvel e número fixo, sei quem é a pessoa, faz rondas constantes à minha casa, trata-se de uma ex namorada do meu actual namorado, estou a ficar desesperada, temo pela minha segurança, já fiz queixa na polícia e até agora nada. É assim que funciona a justiça em Portugal, basicamente o que me disseram é que quando ela bater-me aí sim farão alguma coisa.
De Anónimo a 27 de Fevereiro de 2012 às 04:59
Paulo, você é um exemplo de alguém que está a ser vítima de um stalker e não existem necessariamente motivos de despeito amoroso por detrás.

Pode ser alguém que o inveja, alguém certamente ficou obcecado com algo a ponto de lhe fazer isso. Alguém que é muito cobarde, que se esconde por detrás da tecnologia e do anonimato. Pode ser qualquer pessoa, até alguém próximo de si que o cumprimenta educadamente no dia-a-dia.

Melhoras para o seu caso, mas nunca deixe de apresentar queixas. Sempre servem de comprovativo.
De Outra vitima mulher a 6 de Março de 2012 às 15:29
Também para mim o termo stalking é novo, durante cerca de onze anos fui vitima de stalking,
esperava-me em vários lugares, perseguia-me constantemente, mandava uma empresa entregar-me flores ...enfim, uma série de episódios bastante desagradáveis, por telefone não lhe dei hipótese pois mudei de número de telemóvel assim que senti que a minha liberdade estava a ser restringida, o tempo passou e já lá vão quatro anos que nunca mais o vi !Aleluia!!Mas recentemente estou a passar (começo a achar que sim) por este tipo de abuso, a relação terminou há três meses e não me deixa em paz com sms´s, emails, telefonemas a qualquer hora do dia, e até no trabalho já me veio incomodar, até agora fui paciente com tudo pois achava que ele precisava de tempo e que iria esquecer-me mas começo a achar que quer enfernizar-me a vida, por isso decidi que vou mudar de número de telemóvel. Nunca respondi a sms´s, emails ou qualquer outra situação que carecesse de resposta, hoje também tomei a iniciativa de escrever (desabafar) para a APAV...sinceramente é muito complicado gerir a vida com este tipo de incomodo, ter que pedir a familiares para me virem buscar ao trabalho, dormir a casa de outras pessoas, restringir a liberdade de movimentos( deixar de ir a certos sitios)...em suma: andar escondida! Por vezes, sinto-me tão mal , tão mal que os meus nervos fazem-me roer as poucas unhas que tenho, criar feridas no couro cabeludo, ficar sem sono, e deixar de ter vontade de sair de casa ....
De Antónia a 27 de Junho de 2012 às 12:58
Olá, o termo para mim também é novo. A minha história é muito idêntica, pois terminei uma relação de sete meses que desde sempre foi bastante conturbada e doentia. Eu ia embora e ele perseguia-me de forma a convencer-me para ficar. Eu ficava pois estava numa situação vulnerável, tinha acabado de "perder" certas amizades. Sempre que eu quis terminar, ele perseguia-me: mandava-me flores para o meu local de trabalho, algo que me constrangia sempre e desagradava, esperava-me horas a fio no aeroporto, esperava-me à entrada do meu trabalho... sufocava-me de todas as formas e maneiras. Em casa fazia tudo para me segurar. O mote daquela pessoa era "Eu faço tudo por ti, eu dou-te tudo". No momento, em que eu tive que "fugir", pois não me sentia feliz ao lado daquela pessoa, embora um lado doentio também me prendesse, este começa a mandar emails, SMS , telefonemas para mim e para a minha família. Andei paranóica , porque pensava que ele estava em todo lado. Só saia acompanhada. Por fim, fez-me uma espera no meu local de trabalho e eu já desesperada fiz queixa na polícia.
Tive que reformular a minha vida profissional , pois fui exposta de uma forma pouco integra perante os meus colegas e funcionários, não conclui o meu trabalho, pois estou de baixa médica e, ainda pior, continuo a sentir um terrível sentimento de culpa como se eu fosse a causa disto tudo e o coitado só fazia isso porque me amava . Estou a passar um momento bem surreal.
Enfim, com a ajuda dos familiares, dos amigos e do médico sobrevivo...

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