Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Quem pode ser vítima de stalking?

A vítima corresponde ao alvo dos comportamentos daquele que persegue: o/a stalker. Relativamente às vítimas podemos diferenciar as vítimas primárias das secundárias. Por vítima primária entende-se o alvo principal da conduta do/a stalker, isto é, a pessoa que pretende afetar. As vítimas secundárias representam indivíduos que são alvo da atenção do/a stalker devido à relação de proximidade que mantém com a vítima primária; assim, entre as vítimas secundárias incluem-se familiares, amigos, novo/a parceiro/a íntimo/a ou colegas do local de trabalho. As vítimas de stalking não representam um grupo homogéneo. De facto, qualquer pessoa, independentemente do sexo, orientação sexual, etnia, faixa etária ou classe social, pode ser vítima de stalking em algum momento da sua vida. Apesar disto, a investigação tem concluído sistematicamente que existem dois grupos particularmente vulneráveis a esta forma de vitimação: as mulheres e os jovens. Apesar da diversidade, Pathé, Mullen e Purcell (2001), atendendo ao tipo de relação entre a vítima e o/a stalker e ao contexto de ocorrência, agrupam as vítimas de stalking em oito categorias distintas, nomeadamente: Vítimas de ex-parceiros Geralmente, envolve uma vítima do sexo feminino que é perseguida por um ex-parceiro íntimo (ex-namorado ou ex-marido). Também pode ocorrer entre vítimas masculinas e stalkers femininas ou entre ex-parceiros do mesmo sexo. Estas vítimas tendem a experienciar um maior número de comportamentos de stalking e com frequência ocorrem ameaças e agressões físicas. Há também um risco acrescido dos comportamentos ocorrerem durante um período alargado de tempo. A vítima muitas vezes auto-culpabilizasse por ter mantido uma relação com o/a atual stalker. Esta perceção poderá ser socialmente reforçada. Vítimas de conhecidos ou amigos A maioria dos homens vítima de stalking insere-se nesta categoria. Os/as stalkers tendem a revelar défices nas competências sociais e procuram estabelecer relações de intimidade com a vítima. Geralmente, ocorre depois de um encontro casual, tem uma curta duração e envolve um baixo risco de violência. Vítimas em contexto de uma relação profissional de apoio Determinadas profissões, que se baseiam no desenvolvimento de relações regulares e de proximidade, envolvem um risco acrescido de stalking. Entre estas encontram-se os profissionais de saúde, os advogados, os professores, os assistentes sociais, entre outros. Estes casos, que surgem habitualmente após o término da relação profissional e impulsionados por um sentimento de rejeição, envolvem um/a stalker socialmente isolado/a e/ou com perturbação psicopatológica. O desejo de estabelecer uma relação de intimidade e o desejo de vingança são os principais motivos envolvidos. Vítimas em contexto laboral Ocorre no contexto profissional, envolvendo empregadores, subordinados, colegas ou clientes, motivados pelo desejo de iniciar uma relação de intimidade ou pelo sentimento de vingança. Em alguns casos, há registo de incidentes graves de violência, perpetrados contra a vítima e/ou contra terceiros. Vítimas por desconhecidos Geralmente, este tipo de situação tende a ser percecionada como causando maior alarme e apreensão na vítima, contudo os estudos não comprovam que os/as stalkers desconhecidos/as sejam os/as mais perigosos/as. De facto, à exceção do stalker predador que está associado a um elevado risco de violência (sobretudo sexual), quando o stalking é perpetrado por desconhecidos é menos provável que envolva condutas violentas, em comparação ao que acontece entre conhecidos e, principalmente, entre ex-parceiros. Celebridades vítimas Devido à exposição mediática, as celebridades são um alvo apetecível para os stalkers. Assim, frequentemente celebridades ou figuras públicas como apresentadores de televisão, artistas, desportistas e políticos, entre outras, são perseguidas com o intuito de estabelecer uma relação de intimidade, vingança ou obtenção de favores. Em alguns casos, a conduta é perpetrada por um stalker predador. Raramente ocorrem situações de violência, facto que poderá ser explicado pelas medidas de segurança que rotineiramente encetam (ex. guarda-costas). Falsas vítimas Há alguns casos, embora pouco significativos, de "falsas vítimas" que, embora partilhem esta "condição", divergem bastante nas suas motivações. Algumas correspondem a trocas de papéis, em que o stalker acusa a vítima de o perseguir, o que proporciona um contexto de retaliação e uma forma de manter um contacto legal com a vítima. Noutros casos, em consequência da experiência anterior de stalking (que pode gerar sentimentos de hipervigilância e desconfiança generalizados, bem como um maior isolamento social), as ex-vítimas percecionam os comportamentos "normais" como stalking. Perturbações mentais, por exemplo envolvendo delírios ou alucinações ou a perturbação factícia, estão também associadas a relatos falsos de vitimação. Algumas "falsas vítimas" têm como propósito obter recompensas (ex. monetárias). Fonte: GISP
publicado por Vítimas de Stalking às 10:05
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