Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Anúncio feito em Itália para alertar para o problema do Stalking

http://m.youtube.com/index?desktop_uri=%2F&gl=US#/watch?v=kyEx-AfYuSM
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Quem pode ser vítima de stalking?

A vítima corresponde ao alvo dos comportamentos daquele que persegue: o/a stalker. Relativamente às vítimas podemos diferenciar as vítimas primárias das secundárias. Por vítima primária entende-se o alvo principal da conduta do/a stalker, isto é, a pessoa que pretende afetar. As vítimas secundárias representam indivíduos que são alvo da atenção do/a stalker devido à relação de proximidade que mantém com a vítima primária; assim, entre as vítimas secundárias incluem-se familiares, amigos, novo/a parceiro/a íntimo/a ou colegas do local de trabalho. As vítimas de stalking não representam um grupo homogéneo. De facto, qualquer pessoa, independentemente do sexo, orientação sexual, etnia, faixa etária ou classe social, pode ser vítima de stalking em algum momento da sua vida. Apesar disto, a investigação tem concluído sistematicamente que existem dois grupos particularmente vulneráveis a esta forma de vitimação: as mulheres e os jovens. Apesar da diversidade, Pathé, Mullen e Purcell (2001), atendendo ao tipo de relação entre a vítima e o/a stalker e ao contexto de ocorrência, agrupam as vítimas de stalking em oito categorias distintas, nomeadamente: Vítimas de ex-parceiros Geralmente, envolve uma vítima do sexo feminino que é perseguida por um ex-parceiro íntimo (ex-namorado ou ex-marido). Também pode ocorrer entre vítimas masculinas e stalkers femininas ou entre ex-parceiros do mesmo sexo. Estas vítimas tendem a experienciar um maior número de comportamentos de stalking e com frequência ocorrem ameaças e agressões físicas. Há também um risco acrescido dos comportamentos ocorrerem durante um período alargado de tempo. A vítima muitas vezes auto-culpabilizasse por ter mantido uma relação com o/a atual stalker. Esta perceção poderá ser socialmente reforçada. Vítimas de conhecidos ou amigos A maioria dos homens vítima de stalking insere-se nesta categoria. Os/as stalkers tendem a revelar défices nas competências sociais e procuram estabelecer relações de intimidade com a vítima. Geralmente, ocorre depois de um encontro casual, tem uma curta duração e envolve um baixo risco de violência. Vítimas em contexto de uma relação profissional de apoio Determinadas profissões, que se baseiam no desenvolvimento de relações regulares e de proximidade, envolvem um risco acrescido de stalking. Entre estas encontram-se os profissionais de saúde, os advogados, os professores, os assistentes sociais, entre outros. Estes casos, que surgem habitualmente após o término da relação profissional e impulsionados por um sentimento de rejeição, envolvem um/a stalker socialmente isolado/a e/ou com perturbação psicopatológica. O desejo de estabelecer uma relação de intimidade e o desejo de vingança são os principais motivos envolvidos. Vítimas em contexto laboral Ocorre no contexto profissional, envolvendo empregadores, subordinados, colegas ou clientes, motivados pelo desejo de iniciar uma relação de intimidade ou pelo sentimento de vingança. Em alguns casos, há registo de incidentes graves de violência, perpetrados contra a vítima e/ou contra terceiros. Vítimas por desconhecidos Geralmente, este tipo de situação tende a ser percecionada como causando maior alarme e apreensão na vítima, contudo os estudos não comprovam que os/as stalkers desconhecidos/as sejam os/as mais perigosos/as. De facto, à exceção do stalker predador que está associado a um elevado risco de violência (sobretudo sexual), quando o stalking é perpetrado por desconhecidos é menos provável que envolva condutas violentas, em comparação ao que acontece entre conhecidos e, principalmente, entre ex-parceiros. Celebridades vítimas Devido à exposição mediática, as celebridades são um alvo apetecível para os stalkers. Assim, frequentemente celebridades ou figuras públicas como apresentadores de televisão, artistas, desportistas e políticos, entre outras, são perseguidas com o intuito de estabelecer uma relação de intimidade, vingança ou obtenção de favores. Em alguns casos, a conduta é perpetrada por um stalker predador. Raramente ocorrem situações de violência, facto que poderá ser explicado pelas medidas de segurança que rotineiramente encetam (ex. guarda-costas). Falsas vítimas Há alguns casos, embora pouco significativos, de "falsas vítimas" que, embora partilhem esta "condição", divergem bastante nas suas motivações. Algumas correspondem a trocas de papéis, em que o stalker acusa a vítima de o perseguir, o que proporciona um contexto de retaliação e uma forma de manter um contacto legal com a vítima. Noutros casos, em consequência da experiência anterior de stalking (que pode gerar sentimentos de hipervigilância e desconfiança generalizados, bem como um maior isolamento social), as ex-vítimas percecionam os comportamentos "normais" como stalking. Perturbações mentais, por exemplo envolvendo delírios ou alucinações ou a perturbação factícia, estão também associadas a relatos falsos de vitimação. Algumas "falsas vítimas" têm como propósito obter recompensas (ex. monetárias). Fonte: GISP
publicado por Vítimas de Stalking às 10:05
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"If you love somebody set them free"- O Testemunho da Rita

Dizer que se termina uma relação é difícil. As palavras nunca são as correctas e, tantas vezes, a razão é apenas uma: não há mais amor para dar. Acabou. Seguimos rumos diferentes. Mesmo que o outro possa consentir, a verdade é que pode também mudar de ideias. Foi o que aconteceu comigo. Pensei que saira de uma relação longa com algum sentido de liberdade e alívio e, de repente, a vida transformou-se num autêntico inferno. Eu era apenas dele. A frase, como podem calcular, não é da minha autoria. Dizia-me ao telefone, escrevia em sms, entrou na minha conta do Facebook, telefonou à família e aos amigos, abriu um blogue com o propósito exclusivo de insultar as mulheres. Chegou ao ponto de anunciar ao mundo as nossas fotografias mais íntimas sempre com legendas esclarecedoras sobre a minha maldade, a minha eventual manipulação, a forma como dei a volta à cabeça dele para ganhar... Não se sabe o quê. Durante um ano e meio tive uma espécie de sombra, um homem com quem tive momentos muito bons transformou-se simplesmente num monstro. Porquê? Era a minha pergunta mais frequente. Hoje sei a resposta: o facto de ter sido abandonado era-lhe insuportável. Uma coisa era ter sido ele a terminar a relação, outra totalmente diferente era ter sido eu. Diminuia-o. Sem querer ser má, por não estar na minha natureza, fui arranjando desculpas, mudei de telefonei, bloqueio o acesso ao facebook, mudei as passwords de tudo, até de cartões de crédito. Estava, de certa forma, paranóica. Saía do trabalho para dar de caras com ele e a eterna pergunta: voltas para casa ou vais para a casa de outro? Com quem andas? Estava convencido que o deixara por outro. Que estava apaixonada. Nada mais errado. Não estava apaixonada por ninguém, nem por mim mesma, a minha auto-estima descerá à cave mais funda de todas e eu nem gostava de me ver ao espelho. A determinada altura pensei: talvez mereça isto. Uma amiga deu-me um safanão bem dado e fizemos planos para ir passar uns dias ao Algarve. Fomos. Quando chegámos, ele estava no mesmo hotel,  a beber uma cerveja, com um sorriso trocista que queria apenas dizer que não me livraria dele com essa facilidade. A minha amiga sugeriu que se contratasse alguém para lhe bater, um advogado para o ameaçar ou, então, de forma civilizada, ir à polícia. Fui. Trataram-me com enorme simpatia mas foram claros: até ser apanhado a fazer alguma coisa que seja deliberadamente contra a lei ou contra a minha pessoa, pouco podiam fazer. Dois dias depois, numa fila de automóveis, o carro à minha frente trava de repente. Bati. Quando vi o meu ex a sair do carro da frente tranquei as portas e chamei a polícia. Foi uma cena surreal. A polícia não aparecia, ele aos berros, os carros a apitar, o meu telemóvel sempre a tocar. Parecia estar dentro de um filme. Por fim, a polícia chegou. Não sai do carro, baixei ligeiramente o vidro e disse que já tinha tentado fazer queixa do indivíduo com quem tinha tido uma relação, que podiam confirmar com a esquadra da minha zona de residência, e que não ia sair do carro. Felizmente calhou-me uma polícia mulher, a quem dei todos os papéis para se fazer uma participação ao seguro. A polícia disse ao meu ex que era melhor ser uma coisa amigável não fosse ele ter mais problemas já que existia uma queixa contra ele na esquadra que eu fizera no dia anterior. Assustado, sem saber que nada podiam fazer, acabou por assinar a papelada do seguro amigável. E eu presa no carro. A mulher polícia veio ter comigo de novo e pediu-me para lhe contar a história que me ligava àquela criatura. As lágrimas escorriam pela cara, mas lá consegui coragem para contar tudo. A mulher polícia ia torcendo o nariz e, por fim, desabafou: cretino. Vi-a ir na direcção dele, ele tentou crescer para ela, ripostando e argumentando, mas o outro polícia interveio e tudo acalmou. Quando me mandaram seguir com o carro nem conseguia colocar as mudanças sem dar cabo da embraiagem, estava a tremer. Em vez de ir para casa, a minha casa, fui para casa dos meus pais. A minha mãe disse-me: querida, o melhor é mudares de casa e é já. Procurámos casas as duas, apartamentos T1 ou estúdios, não preciso de muito espaço. Os homens que foram fazer a mudança a minha casa deram de caras com o meu ex e este deu de caras com a minha mãe. Ela limitou-se a dizer que seria melhor ir pregar para outra freguesia, que tinha mudado de trabalho e que já nem ia viver em Portugal. Às vezes sinto-o. Nas ruas, nos cafés, nos restaurantes. Evito sair. Tenho receio de uma outra cena? Não é apenas isso, é a indignidade de não me sentir segura. Eu acreditava que este homem era diferente. Pelo menos houve um tempo em que acreditei que era o homem da minha vida. Podemos ser muito estúpidas, porque é óbvio que os sinais estavam lá, eu é que não os queria ver: a prepotência, o controle, as perguntas sucessivas sobre o que fazia e com quem. Na canção de Sting diz-se if you love somebody set them free. Calculo que é esse amor em liberdade é desejável. Nota: Entrevista recolhida por Patrícia Reis, escritora e editora da revista Egoísta
publicado por Vítimas de Stalking às 09:58
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O que é o stalking?

Genericamente, o stalking representa um padrão de comportamentos de assédio persistente, que representa formas diversas de comunicação, contacto, vigilância e monitorização de uma pessoa-alvo por parte de outra – o/a stalker (Grangeia & Matos, 2010). Estes comportamentos podem consistir em ações rotineiras e aparentemente inofensivas (ex. oferecer presentes, deixar mensagens escritas, telefonar repetidamente) ou em ações inequivocamente intimidatórias (ex. perseguições, ameaças), que podem evoluir até formas de violência física. Este tipo de comunicações e contactos indesejados pode ser potenciador de um impacto negativo e, muitas vezes, severo para as vítimas. Este conceito apreende um fenómeno abrangente, que pode apresentar diferentes configurações. Neste sentido, destacam-se os casos de stalking relacional, em que a conduta do/a stalker é motivada pelo desejo de restabelecer uma relação de intimidade entretanto terminada. Outro contexto que recentemente tem suscitado o interesse dos investigadores e legisladores é o caso do ciberstalking, que consiste no recurso às novas tecnologias para encetar a conduta de assédio. O stalking consiste num padrão de comportamento apenas recentemente reconhecido como problema social e de justiça criminal em alguns países ocidentais (ex. USA, Reino Unido); apesar disso, em Portugal carece ainda de visibilidade (Grangeia & Matos, 2011) A expressão “assédio persistente” é por nós adotada como equivalente ao estrangeirismo stalking, uma vez que não existe uma palavra portuguesa que traduza inteiramente o seu significado. Além disso, importa referir que atualmente Portugal não dispõe de uma definição legal de stalking, o que já acontece em outros países – a primeira lei surgiu na Califórnia em 1990; na Europa o caso mais recente é a Itália (em 2010). No atual contexto jurídico-legal português, embora não exista uma lei específica antisstalking, é possível enquadrar alguns dos seus comportamentos ou contextos de ocorrência em algumas tipificações criminais existentes. Assim, nos casos em que o perpetrador de stalking é cônjuge, companheiro/a, ex-cônjuge ou ex-companheiro/a da vítima, as suas condutas são passíveis de serem enquadradas no crime de violência doméstica (artigo 152º do Código Penal Português, 2007). É também possível julgar algumas condutas isoladas que poderão integrar o stalking desde que tipifiquem crimes que constam no Código Penal Português (2007), como a ameaça (artigo 153º); a coação (artigo 154º), a violação de domicílio ou perturbação de vida privada (artigo 190º); a devassa da vida privada (artigo 192º) ou as gravações e fotografias ilícitas (artigo 199º). Para além disso, algumas manifestações de stalking no contexto de trabalho estão protegidas pelo artigo 29º do Código do Trabalho (2009) que visa a proibição do assédio. Ainda que esta medida legislativa venha colmatar as necessidades sentidas pelos casos de assédio moral (mobbing) e sexual em contexto de trabalho, este é também um contexto que é considerado como propenso à vitimação por stalking quando perpetrado por um superior, colega, subordinado ou cliente, cujas motivações podem consistir na procura (inapropriada) de uma relação de intimidade ou no desejo de vingança. Ainda assim, não obstante estas possibilidades, este enquadramento legal não é o ideal, na medida em que é omisso o caráter temporal e persistente à campanha de assédio que configura o stalking, figurando apenas interpretações de atos isolados do contexto, e não permite uma efetiva “compreensão” de outros atos incluídos na campanha (menos severos e não criminalizáveis). De facto, em Portugal o stalking não é considerado por si só uma ofensa criminal. No entanto, é possível constituir uma ação judicial nos casos já mencionados em que o contexto relacional e/ou as ações que o integram estão tipificados a nível legal. Apesar disso, muitos episódios de stalking permanecem sem enquadramento do sistema jurídico-penal português, o que é agravado pelo facto de muitas estratégias de assédio constituírem comportamentos relativamente inócuos ou até desejáveis noutros contextos (ex. enviar presentes, telefonar, ou aparecer em locais onde se encontra o alvo) e, portanto, não estabelecem por si só condutas criminais. O stalking caracteriza-se precisamente por um conjunto de ações e não por atos isolados. É justamente pela sua persistência e contexto de ocorrência que os comportamentos de stalking se revestem de um caráter intimidatório. Fonte: GISP
publicado por Vítimas de Stalking às 09:54
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Assédio depois de vinte anos de casamento

  O meu nome é Filipa. Tenho 44 anos, dois filhos. Fui casada durante vinte anos com um homem que, percebo agora, tinha um poder sobre mim enorme, um poder que lhe dei. Talvez tenha sido por termos começado a namorar novos e termos casado novos. Há três anos saí de casa com os meus filhos e fui refugiar-me em casa da minha irmã, solteira. Falei com uma advogada amiga e, tinha tanto medo de encontrar o meu marido, que passei a não usar telemóvel. Ele telefonou à minha irmã várias vezes e, muitas, durante a noite. Acabámos por desligar o telefone da ficha para termos alguma paz. Ameaçou primeiro os meus pais, ambos já com uma certa idade e, como seria de esperar, a minha irmã. Ficou à espera que ela saísse do emprego e ameaçou-a de tudo, insultando-a de uma forma grosseira e desnecessária, especialmente em público. Os miúdos falavam com o pai através dos telemóveis e, nos primeiros dias, a atitude do outro lado foi pacífica. Ao fim de uma semana, percebendo que não voltava para casa, nem me encontrava (eu não saí de casa da minha irmã, meti férias e nem me atrevia a olhar pela janela, tal era o medo) disse ao meu filho: passa o telefone à cabra da tua mãe. Assim, tal e qual. O meu filho, com 13 anos, não ficou apenas chocado. Desligou o telefone e fartou-se de chorar. Como é fácil de perceber já tínhamos falado várias vezes sobre a minha decisão que a minha filha sempre considerou “tardia”. Ela tem agora 16 anos e é muito independente. Para quê acabar com um casamento de 20 anos? Além dos diferentes abusos ao nível psicológico, o copo entornou-se mesmo quando o meu marido me bateu. Nunca pensei que fosse capaz de o fazer. Estava habituada – mal habituada – a ser insultada, outra forma de agressão, mas em termos físicos ele nunca tinha ido tão longe. A nossa situação era de fachada. Parecíamos um casal maravilha, dentro de casa era um inferno. Eu acreditava que tendo saído de casa, com a intervenção da advogada que entrou em contacto com ele, tudo se resolveria. Rezava por isso. Deus não me ouviu, certamente ocupado com outras coisas. Durante dois anos fui vítima de uma perseguição absurda e doentia que me levou à policia muitas vezes. Tantas vezes fui à mesma esquadra que, assim que estacionava o carro, já com o carro do meu marido atrás de mim, os agentes saiam em grupo e eu entrava na esquadra. Em resumo: os meus filhos tiveram de passar pelo Tribunal de Menores. Várias vezes. Houve uma avaliação da minha história e da história do meu marido que se resumia ao facto de o ter deixado sem qualquer razão. Tive de arrastar a minha família para o processo, de forma a existirem testemunhas abonatórias do meu lado. Ao mesmo tempo, sem qualquer pudor, o meu marido, ainda marido, continuava a aparecer na escola dos miúdos, no meu emprego – sou funcionária bancária -, nos restaurantes onde almoçava com colegas. Um dia chegou a insultar um dos meus colegas, homem, avisando-o que eu era um das piores pessoas do mundo. Confesso que a minha fragilidade atingiu um limite. Fui a uma psiquiatra a conselho da médica de família e fiquei de baixa durante um mês. O pior de tudo não era sair à rua ou saber que ele ia telefonar e insultar, o pior eram os meus filhos, tê-los arrastado para uma situação destas. Estivemos nesta situação quase três anos. A situação resolveu-se de forma inesperada, ou talvez não. O meu marido arranjou uma namorada, claramente uma mulher com algumas posses financeiras e, de repente, o divórcio até lhe era vantajoso. Avançámos com rapidez, a advogada e eu. No tribunal de menores, os meus filhos disseram que não queriam ver o pai. O meu ex chorou. Nunca me senti tão fria e indiferente perante alguém, alguém que fez parte da minha vida durante tanto tempo. Tempo a mais. Quando o tal namoro acabou, o meu ex marido voltou à carga. Conversa mole ao telefone que se resumia ao “vamos tentar de novo” e coisas deste género. Nunca cedi. O namorado da minha irmã, completamente farto de tudo isto, chegou um dia a casa e viu o carro do meu ex estacionado à porta. Foi direito a ele, abriu a porta e puxou-o cá para fora. Disse-lhe meia dúzia de coisas e voltou a enfiá-lo no carro. O meu ex desapareceu. Nunca perguntei ao meu futuro cunhado o que foi que lhe disse, mas posso imaginar. Nota: entrevista recolhida por Patrícia Reis, escritora e editora da revista Egoísta
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Confie no seu instinto!

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Stalking: Perigo para mulheres jovens e sozinhas

Stalking: Perigo para mulheres jovens e sozinhas

25.11.2011 - 17:26 Por Lusa, PÚBLICO

 

O primeiro estudo sobre o fenómeno de assédio persistente em Portugal foi apresentado nesta sexta-feira. Reclama-se legislação capaz de abarcar todas as formas de stalking e, sobretudo, de punir este crime.

 

Ser mulher, solteira ou separada/divorciada e jovem são os factores de risco para a vitimação por stalking, segundo o primeiro estudo realizado em Portugal sobre este fenómeno que se define por uma perseguição ou um “assédio persistente”. O trabalho, coordenado pela investigadora da Universidade do Minho, Marlene Matos, foi apresentado hoje e conclui que 19,5 por cento das 1210 pessoas (homens e mulheres) inquiridas já foram vítimas de perseguição.

O stalking é definido como um “padrão de comportamentos de assédio persistente que integra formas diversas de comunicação, contacto, vigilância e monitorização de uma pessoa-alvo por parte de outra – o/a stalker”. Tentativas insistentes de entrar em contacto por cartas, telefonemas ou emails, perseguir, agredir, ameaçar, filmar ou tirar fotografias sem autorização, invadir ou forçar a entrada em casa, são algumas das muitas formas de stalking.

Marlene Matos defende a criação de legislação em Portugal para punir criminalmente o stalking, um “assédio persistente” cujas principais vítimas são as mulheres. “Em Portugal, o stalking não é crime, mas há necessidade de criar legislação específica para este fenómeno, à semelhança do que já acontece em vários outros países”, sustenta a investigadora, que gostaria de ver criada “legislação que inclua todas estas formas intrusivas”.

De acordo com as conclusões do estudo realizado na Universidade de Minho, as mulheres (67.8 %) são as principais vítimas destas várias formas de perseguição e os homens são os principais stalkers (68 %). Na maior parte das vezes o stalker é alguém conhecido (40,2 %) ou ex-parceiro da vítima (31,6%). Apenas 24,8 % dos inquiridos declarou que o stalker era um desconhecido

O risco de ser vítima de stalking é maior entre os 16 e 29 anos (26,7 % numa amostra de 80 pessoas) do que nos anos seguintes, entre os 30 e 64 anos, onde a prevalência baixa para os 20,3% numa amostra de 138 pessoas. Acima dos 65 anos a prevalência encontrada nas 18 pessoas inquiridas foi de 7,8 %.

As três formas mais declaradas de stalking neste estudo foram as tentativas de entrar em contacto (79,2 %), o “aparecer em locais habitualmente frequentados pela vítima” (58,5%) e ser perseguido (44,5 %). Em média, as vítimas são alvo de mais de três comportamentos que podem ser definidos com stalking. “Genericamente, homens e mulheres relatam os mesmos comportamentos de vitimação. Duas excepções para “ser filmado ou tirar fotografias de forma não autorizada” que foi uma experiência mais comum entre os homens e “ser perseguido” que foi um comportamento de vitimação mais frequente nas mulheres”, refere o estudo.

Independentemente do sexo da vítima, a perseguição tende a prolongar-se entre as duas semanas (21,7 por cento) e os seis meses (31,9 por cento). “À medida que a intimidade da relação aumenta, aumenta a duração do stalking”, verificou o estudo notando ainda que “as agressões à vítima ou a terceiros ocorreram principalmente quando a duração do stalking foi superior a dois anos”.

As vítimas declararam ter sido afectadas na sua saúde psicológica (36,6 %) e no estilo de vida (25,4 %) e apenas 40 % procurou algum tipo de apoio, sendo que os pedidos de ajuda partiram sobretudo das mulheres (48,1 % vs 25 %). E a quem pediram ajuda? Em primeiro lugar a amigos (66,7 %), seguidos dos familiares (64,6%) e dos colegas de trabalho/estudo (30,2 %). Apenas 26 % optaram por recorrer às forças de segurança e 21,9 % a profissionais de saúde.

O stalking não está previsto como crime no Código Penal português, que, no entanto, pune várias acções singulares relacionadas com o fenómeno, como assédio sexual, ofensas à integridade física simples ou grave, violência doméstica, ameaça, violação de domicílio, devassa ou perturbação da vida privada. A expectativa deste estudo da UM é estimular o desenvolvimento de legislação específica e a implementação de medidas para protecção destas vítimas. Actualmente, na Europa, a lei anti-stalking já vigora em nove países, designadamente Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Itália, Malta e Reino Unido.

publicado por Vítimas de Stalking às 16:11
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