Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Finalmente, o contacto para as consultas na zona do Porto

CASP - Centro de Apoio e Serviço Psicologico ISMAI - Instituto Superior da Maia Avenida Carlos Oliveira Campos Castêlo da Maia 4475-690 S. Pedro de Avioso Cordenadas GPS: N 41.2677920 - W 8.6170470 Telefone: 22 982 89 86 (para marcação prévia) E-Mail: casp@ismai.pt  
publicado por Vítimas de Stalking às 09:34
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

O testemunho de mais uma vitima de stalking

Estive hoje a ver o final da Grande Reportagem que passaram na SIC. De repente senti reviver o meu pesadelo. Decidi procurar na net alguma coisa mais sobre a rubrica, mas provavelmente só a colocarão à disposição daqui a uns dias.   Na minha procura, deparei-me com a sua pag. Decidi ler os comentários e estive a ver a sua entrevista, no A Tarde é Sua. Posso dizer-lhe que chorei porque a Maria João estava a contar a forma como ele decidiu "queimar", expressão sua, se não estou enganada, toda a sua zona. Identifiquei-me completamente com a sua história. Com alguns contronos diferentes. O meu ex-namorado não agrediu ninguém que me acompanhasse, mas no resto, a história era muito parecida.     Comigo começou também depois de eu decidir terminar o namoro. O contexto do namoro assumia proporções de agressões verbais e psicológicas que me estavam a matar aos poucos. E nada do que eu fizesse ou dissesse era suficiente para ele. Com apoio da minha família, terminei o namoro. No entanto, logo percebi que ele não tinha percebido isso. Pedi um tempo e que me deixasse respirar um pouco porque precisava estar sozinha para pensar na minha vida. Pois, foi nessa altura que começou a perseguição. Ou por telefonemas, por sms, toques na porta constantes, emails, etc. Quando acabei o namoro, pensei ter terminado o inferno, mal sabia eu que o inferno estaria a chegar. Depois de muitas coisas feitas por ele, às quais nunca dei resposta (cheguei a desligar a campainha da porta), os meus amigos começaram a telefonar-me porque não percebiam o que se estava a passar. Era ele que estava a telefonar a todos os meus contactos (incluidos os laborais, mas que ele dizia serem meus amantes) de forma anónima, diversas vezes por dia. Tive de enviar um sms e um email a avisar todas as pessoas minhas conhecidas que tivessem cuidado. Não contente com isso, porque não obteve grande impacto e também não conseguiu a minha atenção (mudei de endereços de emails, mudei de numerso de telm), resolveu tomar medidas mais drásticas, não sem antes me ter avisado que me iria expôr publicamente para que todas as pessoas vissem quem eu era realmente. Um dia, um amigo meu manda-me uma sms a perguntar-me se eu tinha aberto uma pag no site Tagged. Eu respondi-lhe que não. E ele voltou a responder-me mandando-me o endereço directo. Quando cheguei a casa, escrevi o endereço e qual a minha supresa. Estavam 36 fotografias, umas minhas, outras que ele me tinha tirado sem eu saber, outras não sendo minhas, expostas naquela pag., cuja apresentação constava eu ser bissexual, estar interessada em ter relações sexuais com homens ou mulheres, casados/as, divorciados/as, solteiros/as, etc, com comentários às fotos e com imagens que eram um autêntico atentado à minha pessoa e integredidade física, moral e psicológica.   O que fiz a seguir foi enviar o endereço da pag a todas as pessoas minhas amigas, elucidando-as sobre o que poderiam vir a saber por outros, e enviei-lhes uma foto do meu ex-namorado para o caso de um dia virem a ser abordadas por ele. O passo seguinte foi ir à PJ. Levei comigo, imprimido, as ameças que ele me tinha enviado via emai, apresentei a pag, fotos e cometários em formato PDF e imprimido e juntei a queixa na PJ. Desde lá para cá, os meus pais, amigos dos meus pais, têm sido bombardeados com telefonemas anónimos, diversas vezes por dia, de segunda a sexta. Os meus pais tiveram de mudar de num de telefone e está anónimo, bem como também mudamos de casa porque na tal pag aparecem fotos da nossa antiga casa e à qual ele faz referência como sendo da minha família.   O que ele pretendia: destrui-me em termos de carreira e pessoalmente, porque me disse uma vez que me havia de destruir. Felizmente, o meu chefa da altura foi compreensivo e aconselhou-me a concentrar-me no trabalho e esquecer o resto. Como sou professora contratada, infelizmente não consegui ficar mais tempo na escola onde me encontrava.    O que já aconteceu: o processo por difamação está em tribunal (com duração de 2 anos). O meu inferno dura há 3 anos.     O presente: tento viver o meu dia a dia. No entanto, fico sempre sobressaltada sempre que há um toque de telefone anónimo, o meu coração parece que me vai saltar pela boca. Evito sair, porque ele descreve na pag os locais que eu frequentava. Quando saio, ou levo a cabeça baixa ou se sinto que alguém estar muito tempo a olhar para mim, faço logo a associação de que essa pessoa me está a reconhecer daquela pag (já encontrei um homem que se me dirigiu e me identificou; no entanto, frisei afincadamente que ele me estava a confundir). De resto, tento conduzir a minha vida da melhor forma.   Estou como o vocalista dos UHF, deixei de ser uma pessoa alegre e sempre divertida ou bem-disposta e tornei-me numa pessoa séria. E eu não era assim.   Sei que o meu ex-namorado, está feliz e contente, junto da mulher oficial (soube com o decorrer do processo que ele estava casado com uma senhora que vive no Porto Alto), mas acredito que deve haver mais mulheres às quais ele persegue.  
publicado por Vítimas de Stalking às 23:08
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Contactos para consultas de psicologia para vitimas de stalking - novo Coimbra!

As vítimas de stalking podem procurar apoio psicológico no serviço de psicologia da universidade do Minho através dos seguintes contactos: 253.604245 servpsi@psi..uminho.pt Ou no serviço de psicologia da Universidade de Coimbra através dos seguintes contactos: 239851476 cpsc@fpce.uc.pt
publicado por Vítimas de Stalking às 22:28
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Grande reportagem SIC sobre stalking

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/jornaldanoite/article1354218.ece
publicado por Vítimas de Stalking às 16:21
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Noticia do jornal Globo sobre stalking. Mt interessante

Letícia chegou bastante tensa à sessão de terapia. “Estou à beira do desespero. Há três meses, desde que terminei minha relação com Mário, não tenho sossego. No início, pensei que fôssemos ficar amigos, afinal, foram quatro anos de vida em comum. Mas não tem jeito, ele não se conforma com a separação. Ontem, quando cheguei do trabalho, mais uma vez levei um susto tão grande que meu coração parecia que ia sair pela boca. Eu estava abrindo o portão do meu prédio, quando ele pulou na minha frente. Tinha ficado me esperando escondido atrás das árvores. Isso sem falar nos inúmeros recados que deixa no meu celular e os bilhetes na caixa de correio do prédio. No trabalho, quando saio para almoçar, já vou com medo. Já o vi algumas vezes à espreita. A sensação é que estou sendo perseguida 24 horas por dia. Tenho pesadelos com ele entrando no meu quarto e me enforcando. A minha vontade é de desaparecer. Socorro!” Este é um caso de stalking. Originário do verbo inglês "to stalk", cujo significado literal é "atacar à espreita”, como se faz com a caça. Mário é um stalker. E estima-se que, como Letícia, 20% da população, em algum momento da vida, já tenha sido molestada por um stalker. Stalking é um comportamento assustador, que desde 1990 é considerado crime nos Estados Unidos. Para o psicólogo americano David Buss, o stalking aprisiona as vítimas tanto física quanto psicologicamente. Elas relatam restringir suas atividades, tornarem-se temerosas de se aventurar fora do território familiar e sentirem-se amedrontadas em locais muito freqüentados. Sentem-se ansiosas ao atender a porta, abrir a correspondência ou atender ao telefone. O medo se origina de importunações infligidas por tais perseguidores, inclusive telefonar repetidamente para as vítimas em casa e no trabalho, tocar a campainha, inundar as vítimas de cartas e flores, pular inesperadamente das moitas, bombardeá-las com insultos e súplicas verbais, e em geral segui-las por toda a parte. Muitos perseguidores espreitam suas vítimas (75%), fazem ameaças explícitas (45%), vandalizam bens (30%), e às vezes ameaçam matá-las ou a seus animais de estimação (10%). Embora as mulheres sejam vítimas em muito maior número, homens também podem ser perseguidos. Quem não se lembra do filme Atração Fatal com Michael Douglas e Glenn Close? Em alguns casos os stalkers se tornam especialmente violentos quando a vítima passa a ter uma nova relação amorosa. Para tentar explicar esses atos bizarros e criminosos, Buss diz que “embora alguns sejam claramente patológicos, sua frequência e padrão revelam serem geralmente manifestações extremas do ciúme e da possessividade dos homens - medidas desesperadas destinadas a obter o retorno de alguém à relação ou para restaurar um amor que foi perdido”. O sofrimento das vítimas é intenso. Após uma experiência como essa, geralmente apresentam quadros de depressão ou estresse pós-traumático, o que repercute em suas vidas social e profissional. Um terço delas necessita tratamento psicológico. Num estudo de 628 mulheres vítimas de perseguidores, 87% tinham menos de 40 anos, com a média em torno de 28 anos. Buss considera que a primeira pista vem da relação entre perseguidores e suas vítimas. Os perseguidores são de vários tipos. Alguns perseguem celebridades, como no caso de John Hinckley com a atriz Jodie Foster, ou o caso bizarro da mulher que continuou irrompendo na casa do entrevistador de televisão David Letterman, insistindo que era sua esposa. Alguns perseguem completos estranhos ou conhecidos casuais. Mas a grande maioria dos stalkers já esteve envolvida romanticamente com suas vítimas – como um atual cônjuge, um ex-cônjuge, um amante anterior ou um namorado do passado. Em 60% dos casos, o stalking por parte de um parceiro íntimo começou antes de a relação terminar oficialmente. Isso sugere que representa uma tática frenética destinada a manter um parceiro ou a coagir o parceiro a voltar. J. Reid Meloy, psicólogo especializado em medicina legal, e professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia (San Diego), é autor do livro "The Psychology of Stalking, Clinical and Forensic Perspectives". Ele conta que há muitos anos dirigia um hospital psiquiátrico dentro de uma prisão de segurança máxima, e naquela época tentava entender a razão por que uma pessoa insistia em perseguir outra, mesmo sabendo que esta não o desejava por perto. Meloy passou, na década de 1980, a coletar dados sobre o assunto. Depois de algum tempo concluiu que o stalking poderia ser definido como "um comportamento anômalo e extravagante, causado por vários distúrbios psicológicos (narcisismo patológico, pensamentos obsessivos etc), nutridos por mecanismos inconscientes como raiva, agressividade, solidão e inaptidão social, podendo ser classificado como patologia do apego". Contudo, as causas desse desejo de perseguir ainda não estão totalmente esclarecidas, mas existem estudos apontando para a incapacidade de lidar com as perdas da infância e da idade adulta. “O que se sabe é que movido pelo desejo de proximidade, um stalker desenvolve uma habilidade incomparável para elaborar estratégias repetidas e indesejáveis só para manter contato.”, diz Meloy.
publicado por Vítimas de Stalking às 09:34
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A história de Marta

"Também eu comecei uma relação 3 anos e meio aos 15 anos. Também eu tive um inicio de relação óptimo, em que ele era tudo aquilo que eu idealizava. Morávamos na mesma cidade e conhecemos-nos através do Hi5. Durante os primeiros 4 meses foi tudo perfeito, mas depois começaram as traições, perdoei uma, perdoei duas, perdoei três, perdoei muitas, porque ele fazia-me sempre acreditar que "está é a última" e eu caía sempre. Com as traições chegaram as desconfianças, os ciumes e tudo o resto. Ele no fundo tinha medo que eu me vingasse, e então proibia-me de tudo. Tive de mudar de número umas 6 vezes, porque se ele descobrisse que algum rapaz tinha o meu numero, no mesmo instante o partia, chegou inclusive a partir-me o telemóvel só mesmo se vingar por eu ter olhado para um rapaz ao passar na rua. No nosso primeiro Verão, ele acabou comigo para poder fazer tudo que queria, depois voltamos e o pior foi acontecendo. Discutíamos todos os dias e se eu o ignorasse (não atendendo) ele de imediato ligava para a minha mãe, isto às tantas da manhã, e fazia-o só para se vingar de mim. Eu estava completamente sozinha, porque ele fez questão de me fazer afastar de toda a gente que eu conhecia, rapazes e raparigas, até da minha melhor amiga me fez afastar, fui obrigada a escolher entre ele e ela, e eu escolhia-o a ele porque pensava que isso lhe ia passar. Uma vez, estávamos nós em casa dele e depois de uma grande discussão, deitou-me em cima da cama pôs-se em cima de mim e com as mãos começou a apertar-me o pescoço, nesse dia pensei que ia mesmo morrer; outra vez mordeu-me a cara e fiquei com os dentes dele marcados. No segundo Verão, fui eu a acabar com ele porque já não conseguia aguenta-lo mais e ele que não se mentalizava com isso ligava-me desesperadamente, mandava-me inúmeras mensagens a dizer que se ia matar e que a culpa era minha e que eu tinha acabado com a vida dele e por aí, seguia-me na rua, ia até ao lugar das minhas explicações só para ver se eu ia com algum rapaz e mais cenas.. Às primeiras chamadas eu ainda atendia porque acreditava numa possível amizade, mas cheguei à conclusão que ele estava doente e obcecado. Deixei de responder e com o tempo ele foi desistindo, pensava eu ter-me livrado finalmente dele até ao dia em que ele me "obrigou" a voltar para ele porque estava doente e precisava de mim. Muitas mais situações se passaram, desde humilhações em público, apertões, pontapés, enfim, tudo. Quando finalmente entrei para a universidade, também eu aí me livrei dele. Decidi que merecia muito mais e que mais do que nunca precisava de viver. Também aqui havia dois grupos, os que sabiam de toda a história e me apoiavam e os que acreditavam que a culpa era toda minha e que o que eu queria era "viver a vida académica da pior maneira" (isto era o que ele dizia aos amigos). Ainda hoje, me manda mensagens e/ou liga, e eu simplesmente o ignoro porque ele não merece metade das coisas que fiz por ele. Com o tempo, estou a começar a gostar de mim e a minha auto-estima, que tinha sido destruída por ele, começa a refazer-se. E tens toda a razão, estas pessoas não mudam nunca, não criem falsas ilusões. Nunca deixem que uma relação chegue a este ponto, nunca perdoem uma traição (este foi o meu primeiro grande erro) e nunca mas mesmo nunca deixem que um rapaz, um simples rapaz mande em vós, toda a gente é livre! Espero ter ajudado de alguma forma."
publicado por Vítimas de Stalking às 09:22
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

A história de Paulo

Boas. Desconhecia o termo "Stalker" até ser vitima também. O que começou por ser umas chamadas e sms incomodativos, galoparam para ameaças á minha integridade física bem como aos que estão próximos de mim. Desconheço a identidade da pessoa em questão, pelo que estou de mãos e pés atados. Penso em antigas namoradas, e pode ser uma ou outra, mas não posso acusar sem certezas. A policia afirma que pode registar a queixa, mas que de nada irá servir. A facilidade com que se troca de cartão no telemóvel, torna impossível a sua identificação. Os cartões oferecem-se sem perguntar quem é e que utilização lhe vão dar. Esta situação vem-se arrastando há cerca de 2 anos e tem vindo a agudizar-se. A minha pesquisa por soluções trouxeram-me aqui e não pude deixar de testemunhar também na primeira pessoa esta agressão impune no nosso país e que nos inferniza a vida. ..... (suspiro!) Espero que mais este comentário ajude de alguma forma a criminalizar estas pessoas que sem sentido de vida tentam por todos os meios alterar a nossa tranquilidade. Obrigado Paulo
publicado por Vítimas de Stalking às 22:13
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Acabou de abrir em Londres uma clínica para tratamento de stalkers! Grande novidade!

National Stalking Clinic Last updated 5-Dec-11 09:12 The World’s first National Stalking Clinic (NSC) will be launched in London this week (December 8) for the treatment, assessment and rehabilitation of stalkers. Stalking affects millions of people in the UK every year and can lead to rape, serious sexual assault and murder. If stalkers are properly assessed and treated, experts believe, serious crimes can be prevented. One in five women and one in ten men will be the victims of stalking at some point in their lifetime. Stalking has been described as `psychological terrorism’ and involves the unwanted intrusion of one person into the life of another, causing fear and distress. It is a crime which can escalate into tragedy. Stalking is recognised as a component in more than three quarters of cases involving people murdered by ex-partners which is sometimes referred to as `murder in slow motion.’ Assessing the risk in stalking can help change this. Offenders often receive short prison sentences or community orders. But stalkers, like sex offenders, are repeat offenders and without treatment many will simply return to stalking either the same or a different victim. Experts say that many stalkers can be effectively treated. Dr Frank Farnham, a Consultant Forensic Psychiatrist and one of the founders of the National Stalking Clinic, says: “If we can treat stalkers then we can save lives. There is great need for a co-ordinated national service that can provide specialist advice and treatment. “The psychological impact on victims is corrosive with many suffering months and, in some cases, years of harassment leading to a variety of illnesses including anxiety, depression and post traumatic stress. “Victims live in a permanent state of hyper-alertness which is physically and mentally draining.” The NSC will assess stalkers referred by other agencies including the Courts, Police, Probation, Service and the National Health Service. It will be run by Barnet Enfield and Haringey Mental Health NHS Trust which has extensive experience of working with stalkers. Home Office Minister Lynne Featherstone said: “I'm pleased to support the launch of this unique clinic that aims to prevent stalkers from re-offending. I've made stalking one of my priorities and it's included in the Government's report 'Call To End Violence Against Women and Girls'. "We're also asking people for their views on how the police should tackle this devastating crime and whether current laws are adequate." Assistant Chief Constable Garry Shewan, ACPO Lead on Stalking and Harassment, added: “I welcome the launch of the NSC and look forward to working closely with the team of experts. Stalking is a crime which steals lives. The assessment, treatment and rehabilitation of perpetrators is a vital part of tackling stalking and of preventing reoffending." The NSC is working with colleagues from the forensic service in Melbourne, the leading centre in the assessment and treatment of stalkers. Dr. Rachel MacKenzie, senior forensic psychologist in Melbourne said: “With the development of the National Stalking Clinic, the UK is adopting best practice to what is a global problem. “This puts it at the forefront of the response to stalking. This is a previously absent resource which will reduce harm to victims, both current and future, and support clinicians and professionals working with stalkers and stalking situations across the UK.” Network for Surviving Stalking, one of the UK’s leading charities supporting victims, has lent its support to the clinic’s work. Chief Executive of NSS Alexis Bowater added: “The launch of this clinic is a groundbreaking move and makes the UK one of the world leaders in tackling this devastating crime. The treatment and rehabilitation of stalkers is vital if we are to stop lives being lost to stalking.”
publicado por Vítimas de Stalking às 10:27
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Ficam aqui os conselhos de uma pessoa que também foi vitima de Stalking

Tenho seguido a sua página no Facebook e vejo que, finalmente (e felizmente), começa a fazer-se alguma coisa sobre este assunto. Recentemente, após terminar uma relação de um ano, vi-me envolvida numa situação de stalking, com perseguições na rua, telefonemas, sms, mails, enfim, o “normal”. Não pretendo deixar o meu testemunho, pois penso que, embora haja casos mais e menos graves, por assim dizer, as histórias são invariavelmente as mesmas: mulheres e homens que durante ou após as relações são perseguidas pelo ex. O que gostava de referir é aquilo que, no meu entender, pode de alguma forma fazer a diferença, ou seja, diminuir o tempo de sofrimento da vítima. No meu caso, embora me tenha dirigido à polícia uma semana após terem começado as perseguições, só um mês depois apresentei a queixa formal. Porque me aconselharam a fazê-lo na polícia. Porque me disseram que é “natural” este tipo de atitude por parte de uma pessoa possessiva, controladora e ciumenta. Porque me disseram que ele ia “acabar por desistir”. Não, estas pessoas não desistem. Quem faz isto não “acaba por desistir”, a menos que alguém de direito, a Justiça, ponha termo à situação. Portanto, o meu primeiro conselho: apresentar a queixa de imediato, ainda que a perseguição seja recente. Insistir, ainda que o agente se mostre pouco recetivo. Na minha opinião, é igualmente importante recorrer à APAV. Apesar de não poderem fazer grande coisa, porque não há ninguém neste país que possa fazer grande coisa (por enquanto), dão conselhos utéis sobre a forma de atuar em relação ao stalker. Em último caso, ouvem-nos. E é bom sentir que alguém nos ouve e compreende, além da família e amigos. Outro conselho: guardar tudo o que é prova da perseguição. No meu caso, fiz um dossier com fotocópias dos mails, das páginas de Internet, guardei todas as sms e apresentei-os no momento da queixa. É útil, por muito que digam que não serve de prova. Por último, e no meu entender, a melhor forma de lidar com o stalker é ignorá-lo por completo, agir como se aquela pessoa não existisse, ou seja, nunca responder aos telefonemas, sms ou mails. Este foi um dos primeiros conselhos (úteis) que me deram na polícia, e que cumpri à risca. Excluindo as situações inevitáveis, como a abordagem na rua, é importante não reagir, ignorar. É importante dar a entender àquela pessoa que, para nós, é como se ela estivesse morta. A nossa vida, mal ou bem, tem de continuar. A minha continuou mal durante largos meses, mas quando o indivíduo foi, finalmente, chamado à polícia para ser ouvido, desistiu. Não faço a menor ideia do que lhe terão dito, mas a verdade é que desistiu. Espero eu que para sempre, embora nem sempre esteja cem por cento confiante disso.
publicado por Vítimas de Stalking às 19:05
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Um testemunho que acabou de me ser deixado, depois de ter estado no programa da Fátima Lopes

Aos meus 15 anos comecei um relacionamento com um rapaz que parecia ser tudo de bom que uma adolescente pode desejar: querido, preocupado, carinhoso... A relação durou 3 anos. O primeiro ano foi bom, nenhum problema... Enfim a típica cega paixão e tudo o que envolve conhecer o estar e a personalidade do outro, tudo novo! Ao fim do primeiro ano, veio uma ou duas traições da parte dele. E ele começou a privar-me sempre de forma indirecta (através de amuos e discussões) de estar com as minhas amigas, de falar com os meus colegas e até com as minhas colegas de turma. Situações como estar sempre a minha espera a porta da sala era um acto querido mascarado, pois quando eu o questionava se ele não podia ir ter comigo ao bar onde iria estar com a minha turma ou com as minhas amigas era logo aso a discussão. Até se questionasse o contrario, ou seja, ir eu ter com ele a sua sala, era logo alvo de bocas como: 'pois queres é ir ver rapazes.'. Nos intervalos, eu tinha de estar sempre junto a ele, não podia falar com ninguém a não ser com uma amiga minha que namorava com o melhor amigo dele.  Melhor amigo esse que eu não podia sequer olhar que era logo um bilhete de viagem para uma discussão que durava o resto do dia ou seguintes dias. Até um simples lanche em casa de uma amiga minha era um drama, pois dava logo direito a uma discussão porque eu ia estar com as minhas amigas e não com ele, mesmo por vezes tendo passado o dia inteiro com ele.  Se fosse dar um passeio com as minhas amigas pela cidade, acontecia vê-lo a perseguir-nos!  Sair à noite? Nunca poderia isso acontecer! Só comecei realmente a sair a noite, ir até um barzinho que fosse quando fui para a faculdade, ou seja, para uma cidade diferente. Ao segundo ano de namoro, tive de acabar a relação pois chegou a um ponto que num discurso normal de dia-a-dia se houvesse uma palavra/expressão/frase, que tivesse um significado positivo e outro negativo, mesmo eu estando a falar de forma positiva ele implicava que não que eu estava a dizer o contrário e discutia comigo em plena rua a frente de quem quer que fosse. Até o simples facto de nos agradecimentos de um trabalho de grupo ter sido colocado o nome de dois rapazes que nos ajudaram na elaboração do mesmo, foi desculpa para ele me agarrar a força pelo braço no meio da rua e discutir comigo de tal modo na rua que um grupo de homens que estava a acabar de almoçar no restaurante perto de onde estávamos saiu e colocou-se perto do carro dele (onde nos encontrávamos) para se certificarem que ele nada me fazia pois estávamos a discutir e eu a chorar compulsivamente. Nesse mesmo dia, depois de me ter feito tal coisa apareceu no local onde eu estava a expor o meu trabalho com uma prenda como se isso fosse apagar as marcas do que acontecera... Mas depois de tomada essa decisão, todos os dias o meu telemóvel não parava de tocar, ora eram chamadas ora eram mensagens. Se atendia o telemóvel vencida pela persistência escutava do outro lado chantagens emocionais. Como a decisão de acabar com a relação foi numas férias de Verão, consegui manter-me distante dele durante algum tempo. Porém, quando começaram as aulas ele fazia-me marcação serrada a porta da sala e se eu recusava estar com ele ou conversar com ele, este não hesitava em gritar comigo a frente de toda a gente. Não tive outra solução se não voltar para ele e aguentar até ir para um cidade distante onde ele não soubesse onde morava ou estudava e não fosse fácil encontrar-me. Passou-se um ano e mal entrei na faculdade acabei com ele, desta vez definitivamente. Começou um outro pesadelo. Durante 6 intermináveis meses, ele ligou-me todos os dias e mandou-me mensagens todos os dias a fazer-me chantagem psicológica a dizer que se ia matar e que não conseguia continuar sem eu estar com ele, entre outros pedidos de explicação de porque é que eu acabei com ele. Formaram-se, como disseram no programa, dois grupos os que acreditavam nele e que me achavam uma reles e fútil, uma vez que ele andou a espalhar por a pequena terra em que vivia que eu tinha acabado com ele para ir sair com muitos rapazes na cidade para onde fui estudar. E outro grupo, o grupo das pessoas que me conhecem desde sempre e me acompanharam depois da separação e viram a pressão psicológica que eu estava sujeita e souberam todos os pormenores do que passei durante 3 anos. Porém, tinha de voltar a pequena cidade para visitar a minha família e quando isso acontecia para onde fosse ele dava um jeito de estar lá, só não o fazia se algum amigo em comum que acreditava na minha versão o conseguia dissuadir de ir atrás de mim. Infelizmente, até ao ano passado, em qualquer local em que estivéssemos os dois presentes, mesmo que houvesse um espaço enorme e não fosse preciso andar aos encontrões ele fazia questão de passar rente a mim e me dar encontrões. Eu nunca respondi a nenhum tipo de provocação, seja algo que ele dissesse ou fizesse. Até ao dia em que ele me empurrou de tal maneira que ia caindo mesmo, nesse momento disse-lhe para ele tomar um pouco mais de atenção por onde passava, sempre com tom calmo. Porém ele começou a gritar comigo e a 'encher-se' parecia que me ia bater... Tive de sair do local com uma amiga para as coisas não piorarem, mas mesmo assim ele veio à minha procura e volta e meia voltava a verificar se eu estava no mesmo sítio.  Mas ainda a semana passada, passámos de carro um pelo o outro e mesmo ele indo para um sítio diferente do meu destino fez questão de ir verificar para onde eu ia apanhando-me numa estrada mais a frente... Explicitei algumas situações que aconteceram ainda quando estava na relação para as pessoas perceberem que a evidências estão lá nós é que não as queremos ver e perdoamos... Mas as pessoas não mudam! Ou melhor mudam sim... mas para PIOR! Peço desculpa pelo tamanho do texto mas foram tantas as coisas que me aconteceram que não dá como seleccionar só uma ou duas coisas. Espero ajudar alguém com este relato.
publicado por Vítimas de Stalking às 18:43
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