Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

O testemunho de mais uma vitima de stalking

Estive hoje a ver o final da Grande Reportagem que passaram na SIC. De repente senti reviver o meu pesadelo. Decidi procurar na net alguma coisa mais sobre a rubrica, mas provavelmente só a colocarão à disposição daqui a uns dias.   Na minha procura, deparei-me com a sua pag. Decidi ler os comentários e estive a ver a sua entrevista, no A Tarde é Sua. Posso dizer-lhe que chorei porque a Maria João estava a contar a forma como ele decidiu "queimar", expressão sua, se não estou enganada, toda a sua zona. Identifiquei-me completamente com a sua história. Com alguns contronos diferentes. O meu ex-namorado não agrediu ninguém que me acompanhasse, mas no resto, a história era muito parecida.     Comigo começou também depois de eu decidir terminar o namoro. O contexto do namoro assumia proporções de agressões verbais e psicológicas que me estavam a matar aos poucos. E nada do que eu fizesse ou dissesse era suficiente para ele. Com apoio da minha família, terminei o namoro. No entanto, logo percebi que ele não tinha percebido isso. Pedi um tempo e que me deixasse respirar um pouco porque precisava estar sozinha para pensar na minha vida. Pois, foi nessa altura que começou a perseguição. Ou por telefonemas, por sms, toques na porta constantes, emails, etc. Quando acabei o namoro, pensei ter terminado o inferno, mal sabia eu que o inferno estaria a chegar. Depois de muitas coisas feitas por ele, às quais nunca dei resposta (cheguei a desligar a campainha da porta), os meus amigos começaram a telefonar-me porque não percebiam o que se estava a passar. Era ele que estava a telefonar a todos os meus contactos (incluidos os laborais, mas que ele dizia serem meus amantes) de forma anónima, diversas vezes por dia. Tive de enviar um sms e um email a avisar todas as pessoas minhas conhecidas que tivessem cuidado. Não contente com isso, porque não obteve grande impacto e também não conseguiu a minha atenção (mudei de endereços de emails, mudei de numerso de telm), resolveu tomar medidas mais drásticas, não sem antes me ter avisado que me iria expôr publicamente para que todas as pessoas vissem quem eu era realmente. Um dia, um amigo meu manda-me uma sms a perguntar-me se eu tinha aberto uma pag no site Tagged. Eu respondi-lhe que não. E ele voltou a responder-me mandando-me o endereço directo. Quando cheguei a casa, escrevi o endereço e qual a minha supresa. Estavam 36 fotografias, umas minhas, outras que ele me tinha tirado sem eu saber, outras não sendo minhas, expostas naquela pag., cuja apresentação constava eu ser bissexual, estar interessada em ter relações sexuais com homens ou mulheres, casados/as, divorciados/as, solteiros/as, etc, com comentários às fotos e com imagens que eram um autêntico atentado à minha pessoa e integredidade física, moral e psicológica.   O que fiz a seguir foi enviar o endereço da pag a todas as pessoas minhas amigas, elucidando-as sobre o que poderiam vir a saber por outros, e enviei-lhes uma foto do meu ex-namorado para o caso de um dia virem a ser abordadas por ele. O passo seguinte foi ir à PJ. Levei comigo, imprimido, as ameças que ele me tinha enviado via emai, apresentei a pag, fotos e cometários em formato PDF e imprimido e juntei a queixa na PJ. Desde lá para cá, os meus pais, amigos dos meus pais, têm sido bombardeados com telefonemas anónimos, diversas vezes por dia, de segunda a sexta. Os meus pais tiveram de mudar de num de telefone e está anónimo, bem como também mudamos de casa porque na tal pag aparecem fotos da nossa antiga casa e à qual ele faz referência como sendo da minha família.   O que ele pretendia: destrui-me em termos de carreira e pessoalmente, porque me disse uma vez que me havia de destruir. Felizmente, o meu chefa da altura foi compreensivo e aconselhou-me a concentrar-me no trabalho e esquecer o resto. Como sou professora contratada, infelizmente não consegui ficar mais tempo na escola onde me encontrava.    O que já aconteceu: o processo por difamação está em tribunal (com duração de 2 anos). O meu inferno dura há 3 anos.     O presente: tento viver o meu dia a dia. No entanto, fico sempre sobressaltada sempre que há um toque de telefone anónimo, o meu coração parece que me vai saltar pela boca. Evito sair, porque ele descreve na pag os locais que eu frequentava. Quando saio, ou levo a cabeça baixa ou se sinto que alguém estar muito tempo a olhar para mim, faço logo a associação de que essa pessoa me está a reconhecer daquela pag (já encontrei um homem que se me dirigiu e me identificou; no entanto, frisei afincadamente que ele me estava a confundir). De resto, tento conduzir a minha vida da melhor forma.   Estou como o vocalista dos UHF, deixei de ser uma pessoa alegre e sempre divertida ou bem-disposta e tornei-me numa pessoa séria. E eu não era assim.   Sei que o meu ex-namorado, está feliz e contente, junto da mulher oficial (soube com o decorrer do processo que ele estava casado com uma senhora que vive no Porto Alto), mas acredito que deve haver mais mulheres às quais ele persegue.  
publicado por Vítimas de Stalking às 23:08
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De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2012 às 23:03
Olá, já passei e ainda passo pelo mesmo, desde o ano de 2003. Já passei por várias fases, de maior desespero e angústia, durante muito tempo refugiei-me em minha casa, com o tempo fui ganhando força mental e desprezo completamente a pessoa, para mim é como não existisse. O conselho que eu te dou para enfrentares a situação é não mostrares que te sentes magoada ou com medo, isso é dar motivos para que continuem a fazer da tua vida um inferno. Tens de mostrar que não tem importância para ti, apesar de que ao não mostrares que te importas vai aumentar a perseguição, mas isso também depende da pessoa que persegue. Tens que aumentar o teu Eco, ele é uma pessoa má, mas tu és superior, tu és melhor e não baixes a cara, não tens de ter vergonha de nada.
De Vítimas de Stalking a 22 de Fevereiro de 2012 às 00:14
Eu acho q qd o stalker é ignorado, a perseguição até pode aumentar, mas assim q ele perceber q n consegue mesmo uma reacção por mais q ele se esforce para "chamar a atenção", vai, em principio, acabar por se cansar dessa perseguição directa. Varia, claro, de caso para caso. Vai continuar a perseguição indirecta, através de terceiros, mas pelo menos os SMS, emails e telefonemas abrandam ou páram. Só tentando, mas isso é o mais fácil de fazer. Boa sorte. :)
De Manuela a 6 de Abril de 2012 às 11:36
Por curiosidade encontrei estes testemunhos que infelizmente se adequam a toda a situação que desde há um ano vivencio. A ex namorada do meu companheiro vive diariamente na perseguição minha e dele. Perseguição obsessiva que desde há um mês para cá surge na forma de mails insultuosos, com identificação falseada para o meu mail e para o meu facebook, passando por todo um processo de difamação pública da minha pessoa e do meu companheiro, difamação que passa por insultos verbais e insinuações falsas a respeito da nossa integridade física e moral. Vi-me obrigada a mudar a minha página do facebook já que por muito que eu restringisse o meu núcleo de amigos, ela infiltrava-se não sei como acessando a tudo aquilo que eu colocava.Por exemplo se eu dedicava uma música ao meu companheiro, ela infernizava-me o dia com mensagens, daí que me vi obrigada também a mudar o meu endereço de e-mail e sobretudo a mudar os meus hábitos, já que atualmente não me desloco de carro para o trabalho, pois por onde quer que passasse o meu companheiro recebia mensagens informando-o de tudo o que eu fazia, onde colocava o carro, etc, etc. De tal forma que me vi também obrigada a entrar para o meu trabalho por uma porta interior que ela não imagina que exista, isto porque me ameaçava que faria escândalo à porta do meu emprego. Todo este processo de destruição da minha relação passou até por vigilância diária com binóculos de todo o meu quotidiano, nomeadamente das minhas lides domésticas (vigiando se eu lavava a roupa do meu companheiro, quais as camisas que ele usava ...), uma verdadeira loucura. O meu namorado já mudou 3 vezes de telemóvel pessoal, contudo, como tem um estabelecimento comercial está condicionado a utilizar o número fixo e móvel de trabalho, sendo diariamente contactado por números diferentes de forma a que a tortura seja mais eficaz. Não fiz por enquanto queixa à polícia visto esta senhora se apresentar sistematicamente no estabelecimento do meu namorado de forma a que todos os clientes a vejam tendo como objetivo expô-lo ao ridículo. Tudo isto acrescido de facto de procurar fazer amizades com pessoas da vizinhança de forma a poder observar-nos da janela e ter informações diárias e precisas da roupa que usamos, a que horas saimos e em que carro o fazemos.Esta situação fez com que o meu namorado se visse obrigado até a fechar as portas do seu estabelecimento por uns tempos. Quando vemos as novelas acreditamos que são meras histórias imaginárias ... mas não ... assemelham-se a muitas vidas reais ... a minha por exemplo!
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